ANO 4 - NÚMERO 16
MAIO - 2002



Indefinição tributária

No ano em que completa 20 anos de existência, a CP já está consolidada como fornecedor de equipamentos de energia no Brasil. Conta hoje com 102 empregados, desenvolve sua própria tecnologia, propiciando um alto grau de nacionalização dos produtos que fabrica.

Temos orgulho de poder participar de projetos ambiciosos como o do Banco Postal, que vai transformar uma agência dos Correios em agência bancária em cidades que até hoje não contam com este serviço. Em cada uma dessas distantes cidades, lá estará um No-Break da CP, e por trás disso toda a nossa estrutura de atendimento.

Contudo, neste momento, as grandes empresas multinacionais fabricantes de computadores estão fazendo pressão junto ao Governo Federal no sentido de antecipar para já a redução de alíquotas do Imposto de Importação sobre partes e peças de computador, que estava prevista para ocorrer somente em 2006. Esse movimento seria meritório se estivesse limitado somente às partes e peças necessárias para produzir no Brasil computadores mais baratos. No entanto, nas listagens sob análise do Governo Federal foram incluídos muitos produtos fabricados pelas grandes multinacionais, entre os quais encontramos o No-Break.

Essa abrupta alteração nas regras do jogo não é benéfica para o Brasil, vai somente prejudicar o nosso desenvolvimento e ampliar a importação de equipamentos sem que se instale aqui uma rede de atendimento tão forte como a que hoje a CP tem instalada.

Já manifestamos nossa inconformidade junto à ABINEE e esperamos que o assunto não siga adiante sem um detido exame das repercussões da medida a ser adotada e de alternativas de menor impacto à indústria nacional.

Carlos Roberto Pires Pôrto
Diretor da CP Eletrônica

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